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Hala Madrid! Super roteiro para dois dias na capital de nuestros hermanos!



Hola Guapos!

Verdade, verdadinha: não resistimos e fomos passear por Madrid, desta vez, no Verão.

E se as temperaturas estavam altas altas altas, também a movida da cidade continua no topo!

Deixo-vos o roteiro que fizemos e que se traduz num fim-de-semana que inclui tudo: boa comida, bebida fresquinha, arte e passeio.

- Viagem:

A ryanair tem uns voos super funcionais e mesmo a calhar para estas escapadinhas de dois dias.
Voo com saída do Porto no Sábado logo pela manhãzinha (bem cedinho) e regresso de Madrid no Domingo ao final da tarde (19h30).
Do aeroporto de Barajas para o centro da cidade têm metro - recomendo que comprem o bilhete turístico, para dois dias, que custa cerca de 15€.

- Alojamento:

Ficamos no bairro de Salamanca, perto da Porta Alcalá. O Hotel foi o Neo Magna Madrid e tem uma estação de metro (Manuel Becerra - Linha Vermelha) a menos de dois minutos.



- O que visitar:

No Sábado, depois de deixarmos as tralhas no hotel, caminhamos pela Calle de Alcalá até à entrada mais próxima dos Jardins do Retiro: demos um passeio calmo e sossegado, paramos ao pé do lado, tiramos fotografias e continuamos até sairmos na outra ponta do parque, perto da Estação da Atocha (não entramos na estação, mas se ainda não conhecerem, vale a pena porque é bem bonita).

Seguimos rua acima até à Puerta del Sol onde o calor já apertava. Mais umas fotos e uns sorrisos e abancamos numa esplanada na Calle Arenal onde bebemos um sumo de laranja, e uma água e mais que houvesse!
Descansamos uns minutinhos e seguimos pela mesma rua, sempre em frente até ao Teatro Real, Palácio Real e Catedral Almudena onde fizemos mais uma paragem técnica: para aproveitar o fresquinho e admirar os vitrais que são maravilhosos.

Meia volta pela Calle Mayor, até ao Mercado de São Miguel: mas não, não almoçamos lá porque mesmo ao lado há um dos meus locais preferidos de Madrid - Meson del Boquerón. E porquê perguntam vocês? Porque é gerida por um português simpático como tudo, porque esse português ainda por cima é do Norte, porque as doses de tapas são mais que bem servidas e deliciosas (eu perco-me sempre com as batatas bravas, os cogumelos e os pimentos padrón).
Depois deste repasto as forças eram poucas, o calor muito e as horas de sono que tinham sido curtas não estavam a aguentar: por isso regressamos ao hotel para um duche rápido e uma siesta. 



Voltamos a sair já passava das 19h e os 30 graus não davam tréguas! Enquanto descansamos pesquisamos por locais para comer uma boa paella e descobrimos o restaurante Marina Ventura. Fica na calle Ventura de La Vega, nº 13, bem perto da Plaza de Santa Ana. A decoração é gira que se farta, a paella é deliciosa (tem imensas opções, vegetarianas ou não) e a sangria das melhores que já bebi. Foi de barriga cheia que saímos de lá, rumo a um passeio a pé e a uns merecidos cocktails.

No Domingo aproveitamos para descansar um pouquinho mais de manhã e como não tínhamos pequeno-almoço incluido no Hotel voltamos a um sítio onde já tinha sido muito feliz: La Rollerie! Menu de pequeno almoço para dois, com sumo de laranja natural, bebida quente (café, leite ou chá) uma cesta de pão de quentinho de várias variedades (integral, de água, com nozes), manteiga, compota e ainda quatro especialidades de doces da casa: os pães com chocolate, os croissants folhados, as tardes de maçã, os rolinhos de canela... uma perdição! E isto tudo por uns 9,5€. 

Por lá ficamos em degustação até final da manhã quando decidimos sair para fazer compras ao El Rasto - o maior mercado de rua de Madrid (de metro é sair na estação Tirso de Molina) - onde se pode encontrar tudo: roupa em primeira e segunda mão, utensílios para casa, calçado, malas e carteiras personalizadas, arte e peles, antiguidades... ruas e ruas a perder de vista. 



Fizemos uma nova paragem para mais uma bebida fresquinha e seguimos para o Museo del Prado: onde percorremos salas cheias de obras históricas e que nos fazem sonhar com a vida na Europa nos tempos dos Reis e das Princesas. Velasquez e Goya têm especial destaque. E neste fim-de-semana, tivemos oportunidade de ver também uma instalação de Farideh Lashai, um dos mais importantes artistas contemporâneos do Irão, inspirada nas pinturas negras de Goya, e que tão bem retratou o flagelo que continuamente atormenta as sociedades: a Guerra. Procurem pelas obra dele "When I Count, There Are Only You... But When I Look, There is Only a Shadow".

Para a despedida da cidade, e como já passava e muito da hora de almoço, voltamos à Plazza Mayor e ao Mercado de San Miguel em busca do melhor mojito de sempre e de uma bela tortilha.

E assim se fez um fim-de-semana de passeio, cheio de coisas (mesmo!) boas e sem gastar muito dinheiro. 

Por isso deixem-se de desculpas, e façam-se ao caminho: "Hala!" 

#GoRitaGo
#TravelTheWorld
#Madrid 


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