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São Petersburgo, a jóia mais preciosa do tesouro do Czar - Vou ali e venho já! Street view photography #5



A viagem do Vou Ali e Venho Já do mês de Julho levou-nos até à Rússia, mais exatamente a São Petersburgo, uma colossal cidade plantada no Mar Báltico.

Sempre que penso na Rússia (que ainda não conheço, mas que está na minha lista de desejos desde sempre) há uma série de coisas que me vêm à memória: ballet, matrioskas, aldeias cobertas de neve, edifícios e palácios opulentos, chapéus de pêlo e a imagem de um povo desafiador, corajoso, sofrido e (talvez por isso) de expressão dura e distante.












Enquanto passeei virtualmente pelas ruas de São Petersburgo, à boleia do Google Earth, pude constatar que esta cidade é um mix de todas estas características e muito mais. 

Alguns dados históricos e geográficos podem ajudar a enquadrar a paleta de cores, estilos e paisagens que lá podemos encontrar:

- é uma cidade envolta em canais, rio e mar, não estivesse ela localizada ao longo do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. 

- do seu território fazem parte uma quantidade considerável de ilhas, sendo as maiores a Ilha de Vassiliev, Petrogradski, Dekabristov e Krestovski

- foi "constituída" em 1611 por exploradores suecos que lhe atribuíram o nome de Nyenskans e tinha basicamente a função de forte às margens do rio Neva

- teve estatuto de trono da família Romanov por mais de 180 anos e por isso mesmo foi a sede da corte do Império Russo até a Revolução de 1917

- massacrada pelas duas grandes guerras mundiais, ferida por revoluções e guerras civis, sobreviveu e reconstruiu-se, sendo hoje considerada, pela Unesco, Património da Humanidade.




Quando regressei desta viagem fiquei com a sensação de que São Peterburgo, se fosse pessoa, teria um coração com batida bem forte e profunda, mãos brancas e longas e sempre frias, um rosto rosado pelo vento cortante, olhos azuis e brilhantes como os dias de sol com que é brindada no Verão, vestiria roupas de cores coloridas e berrantes e de certeza absoluta que o seu abraço cheiraria a mar.




Um dia destes tenho de lá ir "a sério", para comprovar se afinal será mesmo assim! Se calhar é... por alguma razão Dostoiévski a definiu como a cidade "mais abstrata e intencional em todo mundo".

#GoRitaGo
#VouAliiVenhoJá
#Viajar 


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